O resultado do Grande Prêmio dos Estados Unidos permanecerá como está agora ou - mais de duas semanas após a bandeirada final - ainda haverá uma mudança? Mais informações sobre o caso ficarão claras na quarta-feira, quando a petição de Direito de Revisão for apresentada à FIA. Ela foi apresentada pela Haas, que espera eventualmente ganhar algumas posições na classificação final.
A Red Bull Racing, a Aston Martin e a Williams foram convocadas pela FIA para comparecer (virtualmente) ao processo de direito de revisão movido pela Haas. A FIA confirmou que a audiência será realizada na quarta-feira, 8 de novembro, às 11:00, horário de Brasília. A equipe americana contestou a condução do Grande Prêmio no Circuito das Américas, onde várias violações dos limites de pista foram supostamente ignoradas pelo controle de prova.
Não seria uma surpresa se houver mudança nos resultados. Primeiro, a Haas precisa apresentar novas provas suficientes para convencer os comissários de que o caso deve ser reaberto. Se for provado que a equipe está certa, as supostas infrações ainda serão investigadas. Nesse caso, o resultado da corrida no COTA poderia ir por água abaixo, o que poderia ter consequências negativas para Sergio Pérez, que está envolvido em uma disputa acirrada com Lewis Hamilton pelo vice-campeonato, além de outros pilotos. Por sua vez, a Haas poderia somar pontos importantes, pelo menos essa é a esperança dos americanos.
De acordo com Guenther Steiner, chefe de equipe, há uma boa chance de os comissários reconsiderarem o resultado da corrida. "Mas há informações, e agora veremos o que a FIA fará assim que receber as informações. Acho que eles precisam agir, porque, caso contrário, criamos regras e não fazemos nada a respeito. Essa é a minha opinião. Ok, respeito totalmente o fato de que, se eles não viram as imagens, como podem decidir isso com certeza? Mas agora temos provas claras disso", disse ele.
Steiner acrescenta que ainda não é a favor de penalizar as violações. "Mas se há uma regra em vigor, nós precisamos, como esporte, respeitar as regras, esse é mais o princípio do que a punição".