Oliver Bearman fará sua estreia na Fórmula 1 durante o Grande Prêmio da Arábia Saudita, substituindo Carlos Sainz. Ele se tornará o mais jovem britânico a estrear na história da Fórmula 1, tirando o recorde de Lando Norris. O anúncio tardio significa que ele tem apenas 60 minutos para se preparar para a classificação, mas a pilotagem não é a maior preocupação, de acordo com Karun Chandhok.
Bearman deveria começar a corrida da F2 na pole position, mas teve que abdicar da corrida. Chandhok não acredita que a parte da direção seja o maior ajuste necessário. O próprio Chandhok deixou a (então conhecida como) GP2 Series em 2009 e fez sua estreia na F1 em 2010 pela HRT.
"Ele estaria se sentindo mais nervoso do que qualquer outra coisa. O fato de estar chegando ao TL3 apenas uma hora antes da classificação é estressante para ele. O fato de ele ter percorrido a pista aqui é positivo. Mas, para ser sincero, o salto da F2 para a F1, por experiência própria, eu descobri que não se trata tanto de dirigir o carro. Não se trata da velocidade do carro. Não se trata dessas coisas. Ele estará pronto para a velocidade. Ele já dirigiu carros de F1 antes. Ele fez o TL1. Dirigiu Ferraris e testes mais antigos. Esse não é o problema", disse Chandhok na Sky Sports.
"É todo o resto. São os procedimentos. Você precisa acertar todos os sistemas de recuperação. É acertar os interruptores no volante. É a comunicação com os boxes. São todas essas coisas, os processos, os procedimentos pelos quais você passa na F1. As equipes de Fórmula 2 são limitadas a 12 pessoas. Agora ele tem de lidar com 60 pessoas. Ele tem que fazer um debriefing e um exército de engenheiros aqui e em Maranello. É esse lado que é muito mais impressionante para um piloto que está chegando".
Bearman terá 60 minutos de treino. Em 2022, Nyck de Vries se viu em uma situação semelhante quando Alex Albon precisou passar pela mesma cirurgia que Sainz. O circuito de Jidá é uma das pistas mais desafiadoras do calendário da F1.